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A
grande marca da reforma está com certeza na inovação
do conceito de vida religiosa fundamentada na liberdade cristã.
O povo, diz Calvino, será recebido em sua liberdade e, de fato,
o estado mais desejável é quando os magistrados são
eleitos... Quando aceitarmos o poder, que isso se faça pela voz
comum de todos. Aqui, Calvino dá sinais claros da sua formulação
do regime de GOVERNO PRESBITERIANO. Vale lembrar que Calvino foi grandemente
influenciado pelas idéias de democracia de Platão. Esta
posição de Calvino marcará a sua presença
na implantação da reforma por toda a Europa. O triunfo de
Calvino será marcado pela descentralização do poder,
pois, na democracia, chamada por Calvino de presbiterianismo, instaurou-se
um poder que emergiu de baixo para cima. A reforma dirá que os
homens, em todos os níveis, podem governar-se porque a luz divina
é concedida a todos. Há aqui também a noção
de sacerdócio universal que Calvino difundirá na igreja
reformada. As Ordenanças Eclesiásticas preparadas por Calvino prescreviam que Cristo instituiu em sua igreja quatro ofícios: Pastor, professor, ancião e diácono. Estes quatro ofícios eram responsáveis por todos os ofícios na igreja e na sociedade, por meio do chamado Consistório . Calvino queria fazer de Genebra o modelo da perfeita comunidade cristã; sua preocupação era a de propiciar ao povo genebrino a educação religiosa e ainda a ação social, contemplando hospitais e albergueres para viajantes estrangeiros, etc. Sua posição estritamente democrática atraiu refugiados em grande escala; alguns até cultos e de posses, oriundos da França, Itália, Escócia e Inglaterra . Calcula-se que entre 1541 e 1560 a população da cidade duplicou em decorrência maior |
| (7)BIÉLER,
André. A Força Oculta dos Protestantes. São Paulo,
Cultura Cristã, 1999, p.69. (8)“João Calvino e o Diaconato em Genebra”. In: FIDES REFORMATA. São Paulo, (9)Seminário Presbiteriano JMC, 1997, artigo escrito por Alderi Souza de Matos.. p.73. (10)BIÉLER, Idem,p.72. (11)WALKER, W. História da Igreja Cristã. São Paulo, ASTE, 1967, volume 11, p.76. (12)WALKER, op.cit.p.77. |